Maio foi o mês de conscientização sobre a doença celíaca, uma condição ainda cercada por dúvidas, atrasos no diagnóstico e muita confusão com intolerâncias alimentares. A doença celíaca pode ser comparada a um camaleão: ela se apresenta de diferentes formas e nem sempre causa apenas sintomas digestivos.
Trata-se de uma doença autoimune desencadeada pelo glúten, proteína presente no trigo, centeio e cevada. Em pessoas predispostas, o consumo de glúten provoca uma reação do sistema imunológico que leva à inflamação do intestino delgado e prejudica a absorção de nutrientes.
Assim como um camaleão muda de aparência, a doença celíaca pode se manifestar de maneiras muito variadas. Algumas pessoas apresentam diarreia, dor abdominal, gases e distensão abdominal. Outras podem ter anemia, fadiga, aftas recorrentes, osteoporose, alterações na pele ou até dificuldades para engravidar. Por isso, o diagnóstico muitas vezes é retardado.
A investigação deve ser feita com acompanhamento médico, por meio da avaliação clínica e de exames específicos, como endoscopia digestiva alta com biópsias do duodeno e exames de sangue. É importante não retirar o glúten da alimentação antes da conclusão da investigação, pois isso pode dificultar o diagnóstico.
O tratamento atualmente consiste em uma dieta rigorosamente sem glúten, que deve ser mantida por toda a vida. Quando o diagnóstico é realizado precocemente e o tratamento é seguido corretamente, a maioria dos pacientes apresenta excelente evolução e melhora da qualidade de vida.
Se você tem sintomas digestivos persistentes, anemia sem causa definida, histórico familiar de doença celíaca ou dúvidas sobre o tema, entre em contato. Será um prazer ajudar, esclarecer suas dúvidas e orientar a melhor investigação para o seu caso!